Projeto utiliza recursos da Comunicação Aumentativa e Alternativa para apoiar crianças com dificuldades de comunicação.
Por Comunicação ISSAA
28/09/2026

Quando uma imagem ganha significado, ela também pode abrir caminhos para uma conversa. É com essa proposta que o Núcleo de Atendimento Especializado ao Transtorno do Espectro Autista (NATEA) da Policlínica do Lago de Tucuruí, vem ampliando suas estratégias de cuidado com o projeto “Comunicação que Inclui”, que utiliza recursos da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) para crianças com autismo que apresentam dificuldades de comunicação.
A iniciativa utiliza pranchas com imagens e símbolos para ajudar as crianças a expressarem necessidades, sentimentos e escolhas. Segundo a coordenadora do NATEA, Claudia Godoy, o projeto surgiu das demandas identificadas pela equipe multiprofissional. “Buscamos uma assistência mais individualizada e funcional, com estratégias que atendam às necessidades de cada criança e favoreçam sua comunicação no cotidiano”, destaca.
O trabalho também envolve diretamente as famílias, que recebem orientações da fonoaudióloga do núcleo sobre o uso das pranchas no cotidiano. “A proposta é que esse recurso também esteja presente em casa, na escola e em outros espaços de convivência, dando continuidade ao trabalho desenvolvido durante os atendimentos e ampliando as possibilidades de comunicação da criança”, explica Claudia.
Imagens que abrem caminhos
Para a família de Theo Pietro de Castro Ramos, de 6 anos, acompanhado pelo serviço desde a primeira infância, a ferramenta abre novas possibilidades de comunicação e autonomia. “Esperamos que ele consiga se comunicar melhor, expressar suas necessidades, sentimentos e vontades e que esse recurso contribua também para sua inclusão”, relata a mãe.
Na casa de Yasmin Lorena Santos, 8 anos, acompanhada pelo NATEA há três anos, a expectativa é que as imagens ajudem a romper uma barreira que, muitas vezes, termina em lágrimas. “Espero que minha filha consiga dizer, através das imagens, o que está sentindo e o que quer. Muitas vezes, como ela não consegue falar, vem o choro e é muito difícil”, conta mãe, Raimunda Santos da Silva.
Receber, o recurso de comunicação também trouxe mais segurança para que Raimunda participasse do processo de comunicação da filha. “Quando soube que a Yasmin tinha sido selecionada, fiquei muito feliz. Depois do treinamento, fiquei com mais coragem para começar e não parar. O NATEA, para mim, é um porto seguro que não tinha antes”, afirma Raimunda.
Ao levar a comunicação para além das sessões terapêuticas, o “Comunicação que Inclui” amplia as formas de cada criança se fazer compreender e fortalece um cuidado construído em conjunto, transformando imagens em pontes para escolhas, vínculos, autonomia e participação no cotidiano.
Fonte: Comunicação ISSAA -